quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sabedoria eleitoral


Por Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André

Existe uma grande sabedoria na legislação eleitoral que reserva os três últimos meses antes da eleição para a campanha em todo o seu potencial. Com pedido formal de votos, com comícios, reuniões, panfletagens, cartazes e carros de som.

Por que?
Porque nesta época, na verdade, vamos apenas amadurecer nossa escolha e confirmar nas urnas os candidatos e candidatas que já fazem parte de nossa vida social e comunitária de maneira permanente, de preferência desde os anos anteriores.
Pois a responsabilidade de se escolher um representante é enorme (ou deve ser) e a exposição de um desconhecido na reta final não o legitima como o político que nos representará em funções que decidirão sobre os investimentos em Educação, Saúde e Segurança Pública, por exemplo.
Apesar de a lei proibir a campanha antecipada nada impede que os verdadeiros líderes interajam com seus amigos e vizinhos, com seus sindicatos e associações, com sua comunidade e com sua cidade, nas mais variadas instâncias.
Como você sabe, a vivência democrática é tremendamente dinâmica e exige, a cada momento, a interferência de líderes que saibam organizar num só sentido as várias vontades individuais. E transformar nossos anseios em leis e atitudes que orientem as ações e decisões dos nossos gestores públicos.
Precisamos, portanto, da atuação dos líderes comunitários o tempo todo. E são nestas interações que os avaliamos e aprendemos a respeitar suas habilidades políticas, de profissionais que sabem ouvir e buscar o consenso, que sabem encaminhar e negociar divergências, sem perder o foco dos interesses mais amplos da comunidade, cidade, Estado ou País.
Se essas palavras fazem algum sentido para você, então muito provavelmente voltaremos a conhecê-lo como candidato, ou como apoiador de alguma liderança expressiva, logo após as convenções do seu partido, que devem ocorrer em junho do ano que vem. Mas teremos, desde já, a oportunidade de acompanhá-lo, mês a mês, nos eventos sociais de nosso interesse.
Vamos encontrá-lo não só na igreja mas no campo de futebol, na reunião da associação de moradores, nas assembleias sindicais, nas manifestações ecológicas ou ver sua assinatura num texto, como este, que conclame as demais lideranças a participar ativamente da vida comunitária.
É assim que se amadurece um candidato ou candidata. Com trabalho árduo de todos os dias. Gostando de gente e de seus problemas. Encaminhando reivindicações e pressionando as autoridades. Apostando, antes de mais nada, na solidariedade.
Quando chegar a reta final da campanha eleitoral, então a comunidade saberá, sem ter dúvida, premiar seus melhores líderes. E se você quer chegar lá e já está filiado a um partido político, é só questão de acelerar seu trabalho de liderança, sempre a serviço do povo, sempre acreditando na sabedoria coletiva que, muito provavelmente, já o distingue e o tem como o representante potencial para as próximas eleições.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Aviso prévio, agora, é de até 90 dias

Por Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André

Na próxima vez que seu chefe olhar de banda para você e você começar a calcular o quanto tem de direitos trabalhistas para receber, você já pode incluir nas suas contas 30 dias de aviso prévio, mais três dias para cada ano trabalhado, até um total de 90 dias.
Talvez seu chefe até mude de ideia quando fizer os cálculos pois vai ficar um pouquinho mais difícil e mais caro demitir os empregados. Pois, os deputados federais, com grande participação da bancada ligada aos trabalhadores, com atuação direta de Paulinho da Força (presidente estadual do PDT) e de Vicentinho (PT-SP) conseguiram fazer valer uma lei que espera aprovação desde a Constituinte de 1988.
Da próxima vez que algum colega seu meio desavisado e meio alienado das coisas de política te disser que não adianta nada ter políticos, que política é uma porcaria e que os trabalhadores não deveriam participar da vida política do Brasil, talvez você possa citar esse exemplo da ampliação do aviso prévio para até 90 dias, em vez dos 30 dias cravados de antes.
Pode mostrar para seu amigo ou amiga que conquistamos através de leis o décimo-terceiro, as férias, a licença maternidade e a multa rescisória de 40% sobre o valor do FGTS, quando nos demitem.
Seu colega que fala mal das ações políticas talvez tenha um pouco de razão se ele (ou ela) acompanhar apenas as maracutaias que alguns políticos fazem e que mesmo assim conseguem renovar seus mandatos com o voto direto e secreto. Ou seja, tem uma parte do eleitorado que ainda é cúmplice dos maus políticos. Por desinformação ou por concordar com as atitudes deles.
Mas existe uma grande parte do eleitorado que é como você. Trabalhadora, honesta e que só quer o bem para o Brasil. Que detesta corruptores e corruptos. Que ainda fica chocada por existir alguém que tenha coragem de desviar dinheiro da merenda escolar e dos medicamentos.
Para pessoas assim existe a possibilidade de ingressar no PDT, o mesmo partido de Brizola, de Chistovam Buarque, de Paulinho da Força, de Cícero Martinha e do Raimundo Salles.
São lideranças políticas que acreditam no Brasil e que acreditam em cidadãos e eleitores como você. Pois é com gente assim que continuaremos a melhorar o Brasil. Mesmo que seja aos poucos. Na semana passada conseguimos mais um avanço com o aviso prévio de até 90 dias. Agora, é continuar atentos para ampliar nossos direitos sem perder os que já conquistamos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dilma, presidenta

Por Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André

Quando foi recém empossada, Dilma Rousseff disse que gostaria de ser tratada de “presidenta”. A maioria dos brasileiros, a valer o que percebemos na televisão e no rádio, mantiveram o tratamento respeitoso, mas ficaram no “presidente”. Talvez por causa do cargo, talvez por causa da tradição ou por ter sido uma função sempre ocupada por homens.
Mas Dilma começa seu governo impondo seu estilo firme, mas sem bravatas. Em menos de nove meses deixou a porta aberta para que cinco ministros envolvidos com denúncias de corrupção deixassem seu governo.
E mesmo aceitando as novas indicações dos partidos da base de apoio de seu governo e dos ministros, ficou no ar o recado: cuidado com o que você ou sua turma faz porque senão a porta da rua é a serventia da casa. Bem ao estilo Dilma, que nos cristaliza, pela primeira vez na História deste país, um jeito bem presidenta de governar.
Mas a presidenta surpreendeu o mundo todo, principalmente, os especuladores e banqueiros brasileiros, ao fazer campanha pela redução dos juros. E mais, fez sua parte ao determinar que o seu governo economize mais de dez bilhões de reais em 2011, o que permitiu ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a reduzir para 12% a Taxa Selic que já estava em altíssimos 12,5%, e que mesmo assim não satisfazia o apetite dos banqueiros e especuladores.
Que logo iniciaram uma gritaria e nos ameaçaram a todos com a volta da inflação. Passadas duas semanas, todos já começam a perceber que a inflação está se comportando e que não será mais uma ameaça. A presidenta Dilma agiu antenada com a opinião pública, com os homens e mulheres que preferem investir na produção do que especular com títulos da dívida pública.
Cada vez mais presidenta, Dilma Rousseff decidiu na semana passada aumentar o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros que são fabricados no Exterior e despejados aqui dentro. A gritaria se generalizou. Mas daqui a uma ou duas semanas o bom senso voltará para as páginas dos principais jornais e revistas.
E nos descobriremos como um Brasil cada vez mais independente, mais cioso de seus deveres e obrigações para com o seu povo e que tem, em Dilma Rousseff uma mulher e presidenta preparada para impor sua marca e governar de acordo com os interesses estratégicos de toda a Nação brasileira. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Vote em Vicentinho no Prêmio Congresso em Foco 2011

Vote Vicentinho no Prêmio Congresso
em Foco 2011

Por Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André
Através do site http://www.premiocongressoemfoco.com.br/Voto.aspx você poderá participar da escolha dos deputados que foram sugeridos para o Prêmio Congresso Em Foco 2011 e que tiveram os seus nomes submetidos à votação, através da internet.
Gostaria de pedir o seu voto e campanha para o deputado federal Vicentinho (PT-SP) e o faço apesar, de como todos vocês sabem, ser o presidente do PDT de Santo André.
Mas já chegamos a um estágio na política brasileira que temos que juntar forças e esforços para reafirmar nosso apoio à bancada dos trabalhadores na Câmara dos Deputados.
E Vicentinho, junto com Paulinho da Força (PDT-SP), faz parte de um grupo de apenas 73 deputados federais vinculados à realidade  dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.
Por isso, quando os deputados da bancada trabalhadora são indicados para uma premiação tão importante é nosso dever juntar votos e confirmar que os apoiamos de maneira incondicional.
É o mínimo que podemos fazer para parlamentares que todos os dias, sem feriados, fim de semana, sem férias, estão sempre à nossa disposição. Conscientes que são da imensa dificuldade que é fazer avançar as causas sociais e econômicas que nos interessam, dentro de um Congresso Nacional acostumado, na sua maioria, a servir as elites por mais de 500 anos.
Além disso, ao votar estamos sinalizando que nos mobilizamos enquanto cidadãos e trabalhadores do Grande ABC pela ampliação da transferência de renda. Que queremos um Brasil socialmente mais justo.
E que a premiação de Vicentinho simbolizará, para todos nós, que estamos atentos a todas as manobras que ainda se tentam dentro do Congresso Nacional para usar as desculpas esfarrapadas de sempre e tentar reverter os ganhos sociais e econômicos que conquistamos com muito esforço.
Portanto, acesse o site. E convide seus amigos, colegas de trabalho, parentes e vizinhos para votar em Vicentinho.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Menos de um mês para as próximas eleições

Por Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André
Se você estranhou o título acima é porque, muito provavelmente, não é candidato a vereador ou a prefeito nas próximas eleições. E se já começou a pensar nesta hipótese tem apenas o resto do mês de setembro para formalizar sua filiação ao PDT, ou ao partido de sua preferência ideológica, para se qualificar para disputar na convenção no ano que vem a condição de candidato a vereador ou a prefeito.
São os famosos rituais da burocracia partidária, necessários para definir quem quer mesmo trabalhar, de maneira responsável, a favor do Brasil e de suas comunidades.
Porque, por mais estranho que pareça aos que ainda não conhecem os bastidores dos partidos, é necessário muita determinação para se tornar um político que leve a sério as aspirações de sua comunidade.
No sistema democrático, no Brasil e no resto do mundo, é só através da vivencia partidária que se consegue se habilitar para ser escolhido, pelo voto direto e secreto, para ocupar qualquer cargo público.
A disputa é permanente dentro das máquinas partidárias e fora delas. Porque não basta cumprir os rituais de participar das reuniões, trocar ideias com os companheiros e companheiras.
Ser um ativista político, dentro dos partidos, é muito mais do que ser membro de um clube ou de uma igreja. Pois, independente das épocas eleitorais, o líder partidário vale pelas suas vinculações com as vontades de sua comunidade.
E, como você bem o sabe, cada vez mais nossas lideranças comunitárias impõem suas vontades e vigiam de perto todo aquele ou aquela que se apresenta como um político com aspirações a ter o voto da comunidade.  
Portanto, ao longo deste mês de setembro se você tem o sonho democrático de ajudar a melhorar sua cidade e se recusa a ficar em cima do muro, junte-se ao PDT, ou ao partido de sua preferencia. Porque participar dos rituais partidários é se transformar na alavanca que ajudará a interferir positivamente na administração municipal. Seja como prefeito ou como vereador.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A voz do povo e a voz de Deus

Por Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André

O que a gente mais faz nas reuniões do PDT (e acredito da maioria dos partidos políticos em qualquer lugar do mundo) é ouvir uns aos outros, deixar as ideias se tornarem reais e, a partir dos cenários que construímos, estabelecer os projetos de melhoria nas nossas comunidades, cidades, Estado e País.
Nos partidos políticos e nas organizações sociais como sindicato, associação de moradores, por exemplo, a gente não tem uma única orientação como acontece nas igrejas.
Para os religiosos, é essencial que se estabeleça uma hierarquia com padres, pastores, mães e pais de santo que vincula as orientações divinas, de cima para baixo, às atitudes dos fiéis, pois a religião é a maneira que buscamos para nos juntar a Deus.
Mas na formação das ideias que viram depois atitudes e influenciam os demais cidadãos a ponto de, se bem sucedidas, levar os partidos ao poder, a grande arte é juntar ideias que têm afinidades, ajustar procedimentos que reforcem esses ideais e estabelecer, de maneira conjunta, o programa partidário.
Que vai orientar campanhas políticas e que servirá de parâmetro para o exercício do poder, caso a agremiação saia vitoriosa numa eleição ou para fazer contraponto e marcar posição aos que estão no poder.
Por isso, a dinâmica partidária é excitante. E quem conhece de perto deixa de lado o preconceito a que somos induzidos. Pois se há uma coisa que causa realmente temor às elites é uma democracia participativa, que inclua milhões de olhares, atitudes, ações e vozes de seus cidadãos.
É por isso que os meios de comunicação são sempre constantemente necessários. Muito mais do que preencher espaços entre os anúncios, o que encontramos nos jornais vinculados às nossas cidades e comunidades, é um apanhado de ideias e ideais de nossas principais lideranças.
Os jornais registram, por exemplo, as várias opções para a condução da administração de nossas cidades e empresas, nos mostram os principais feitos na área de Educação, Saúde, Segurança Pública e Cultura, e nos dão a oportunidade de formar nossas próprias ideias e cristalizar nossas opiniões.
Mas é importante também que tenhamos a oportunidade de colocar as ideias em ação. Para isso, é preciso nos organizar socialmente. E os canais mais adequados são os sindicatos e os partidos políticos.
É por isso que os controladores de nossas economias fazem um esforço danado para induzir a população a ter preconceito contra a atuação partidária ou sindical.
Porque nos países em que a democracia evolui para uma participação direta de grandes contingentes sociais, sejam eles trabalhadores, donas de casa, jovens e idosos, os políticos não têm sossego.
São vigiados de perto em quaisquer desvios. Desde as promessas de campanha não cumpridas até o envolvimento em atos ilegais ou de corrupção. Porque, com a democracia plena e atuante a voz do povo, vira de verdade a voz de Deus. Que premia os bons líderes e pune, de maneira implacável, os que desrespeitam a vontade soberana da população.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O milagre da segurança pública

Adonis Bernardes, presidente do PDT de Santo André

A gente só acredita de verdade mesmo na democracia quando os políticos nos provam, na prática, o que nos parecia impossível conseguir.
Foi assim com o Plano Real. Com Itamar e Fernando Henrique Cardoso nas linhas de frente, com URV e muita determinação, fizeram o milagre de controlar a inflação. Resultado: elegemos FHC presidente duas vezes.
Até que seu governo se acomodou nos braços das elites locais e internacionais e apostou num discurso que tangenciava nossas esperanças e fomos buscar novos milagres políticos em Luiz Inácio Lula da Silva.
ex-metalúrgico, ex-sapo barbudo, apelido dado por Leonel Brizola, consolidou um governo que fez avançar o que era tabu no Brasil: nos brindou com uma relativa e animadora distribuição de riqueza.
Lula foi tão eficiente que hoje até trabalhador anda de carro próprio e de avião. Manteve a inflação sobre controle e arrumou emprego de carteira assinada para todo mundo. A gratidão do povo brasileiro se manifestou. Elegemos Lula duas vezes, como fizemos com FHC. E ainda colocamos no Palácio do Planalto a sucessora indicada por ele.
Estamos precisando de mais dois ou três milagres. Um deles, que sempre insistimos é a questão da Segurança Pública, pois para torná-la razoavelmente eficiente requer políticos de grande envergadura e coragem.
Sabemos das dificuldades. Segurança Pública é muito mais do que colocar polícia nas ruas. Já tentaram essa saída fácil e não funcionou. Nem mesmo na época da ditadura. Como não funcionaram os planos econômicos de Collor e Sarney.
É necessário reorganizar a segurança pública, melhorar os salários e, ao mesmo tempo, extirpar os focos de corrupção e de prepotência policial. Agilizar e humanizar a Justiça e parar de prender só preto e pobre.
Conseguiríamos, assim, aproximar o aparelho de segurança pública das almas cidadãs. E os policiais não precisariam mais se envergonhar do uniforme, pois seriam também abraçados e respeitados nas vilas, ônibus e padarias.
O milagre político de se equacionar a Segurança Pública ocorreria. Mas quem seria o político que se encaixaria nesta tarefa?
O PDT tem os quadros. Temos Christovam Buarque, temos Paulinho da Força, temos Raimundo Salles, temos Cícero Martinha.
Só falta a gota d’água que é você e sua participação. Venha nos ajudar a fazer o milagre da segurança pública no Brasil.